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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Lugar bom de Rock


Pantera! Melhor que um bar. Um ambiente de descontração. O melhor da Grande Vitória. Imagina ter no mesmo fim de semana uma discoteca só com vinil - no sábado - e um rock’n roll ao vivo, no domingo. Num dia teatro, no outro aniversário de alguém. Num momento bacanal, noutro poesia. Tem tudo que eu preciso. Boa comida, cerveja gelada, boa companhia, boa música.
Num momento tem samba, noutro jazz. Uma peça teatral feito por duas “peças”. Um aniversário com som ao vivo, outro convidando a um cabaré. Quando não um bacanal! Poético, claro! Até quando não tem nada, tem tudo. Os amigos, a “mardita”, o som, a rango.
Às vezes tem caju. Às vezes tem panelão. Às vezes churrasco. Às vezes tem hora para acabar. Outras o próprio dono acaba, com razão. Às vezes não! Tudo bem! É para manter clientes selecionados. Ainda bem que sou um deles. Por falar em freqüentadores, há músicos, professores, jornalistas, bêbados, artistas, aspudos, calvinistas, caminhoneiro, equilibrista, meio termo, esquerdista, boleiro, masoquista, maluco e detalhista, motoqueiro, balconista, marqueteiro, dentista, herdeiro, protestante, católico, adventista. Há diversidade!
Aos adeptos do “Panterismo”, saúde! Com uma dose no balcão do Bar do Pantera, lógico!

domingo, 21 de outubro de 2007

E estamos conversados 2

Respostas aos questionamentos:

- Um soldado do Corpo de Bombeiros estava na porta do camarim do Natiruts. Até então não pensava em escrever nada, mas de curiosidade perguntei quantas pessoas ele achava que tinha lá dentro do Álvares. Sem analisar muito, ele disse: "Ah! Deve ter umas 12 mil pessoas entre o ginásio e a festa ali (apontou para a tenda da rave)";
- O empresário do Natiruts me disse o valor do cachê. Não tenho que pedir autorização para verdades;
- A produção me disse que triplicou o cachê do Herança. Talvez tenha dobrado...;
- Este blog não está no ar para denegrir a imagem de ninguém. Porém, fará críticas e tecerá elogios de acordo com a qualidade das produções. Acho que algumas produções na Grande Vitória deveriam respeitar mais o artista local e vou continuar apostando nisso. Portanto: não me venham com "churumelas"!

E ESTAMOS CONVERSADOS!!!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

E estamos conversados

Quando digo que Vitória é uma cidade provinciana alguns capixabas torcem o nariz. Mas é mesmo! Provincianos, amadores, viciados em repetir a mesma fórmula e simplistas é o que podemos falar também de alguns produtores culturais desta cidade. Os caras sempre tentam fazer tudo certinho, mas no final dá sempre tudo errado. Por quê? Por esse simplismo? Pelo olho grandismo? Ou sei lá como se chama isso!

Na última sexta-feira (12.10) rolou o show do Natiruts no gigante do Álvares Cabral. Pois bem! Os caras (é assim que chamarei os produtores) assinam contrato com uma banda local (Herança) para abrir o show. Até aí vai bem! Para esta banda local pagam uma ninharia e para o Natiruts 50x mais. Tudo bem! O Reggae Power está em voga (aliás, essa expressão é do Herança), o Natiruts está na mídia, etc, etc.

Tudo bem uma ova!!! Eis que aparece um “cara” desses e diz que o Herança não vai mais abrir o show por que a outra banda já passou o som e, porventura, não há outra mesa de som. Bem! No contrato do Natiruts estava claro que foi pedido outra mesa para a banda que fosse abrir. No contrato do Herança dizia que a banda tocaria à meia-noite. Os “caras” não providenciaram a mesa, a sonorização disse que não precisava e o Herança aceitou fechar o show.

Resultado: de acordo com o Corpo de Bombeiros havia cerca de 10 mil pessoas no Álvares. Essas pessoas esperaram até a 1h da manhã para ver o Reggae Power do Natiruts (o show estava marcado para as 22h). O Herança contratou uma equipe de filmagem para trabalhar de meia-noite às 3h e eles ficaram até às seis. As esposas, namoradas, filhos e fãs também ficaram até às seis, os músicos tocaram cansados e a total falta de respeito com o artista continua eternamente (pelo menos no Espírito Santo).

Pois é produção local! Sejam mais profissionais! Não dá para assistir impassível a este ambiente carregado! Respeitem seus parceiros! Respeitem o trabalho de todos! Se não há condições de fazer o que está registrado no contrato, não contrate! É um desrespeito ao trabalhador! Um desrespeito ao público! Um desrespeito ao seu trabalho! Vocês tem que ter respeito, coleguismo, profissionalismo, dedicação. Será que sabem o que é credibilidade? Acho difícil! E estamos conversados!!!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Parabéns pela metade!

Parabenizo a organização da Feira do Verde na Pedra da Cebola, em Vitória, pela bela apresentação de estandes, bandas e escolas. A maioria das prefeituras do estado compareceram em massa e representaram muito bem seus conterrâneos. Agora, quando os órgãos que nos representam (prefeitura, governo, secretarias, etc) vão se tocar de que para se fazer eventos deste nível tem que ter estrutura?

Já passou da hora dos artistas daqui e, principalmente, os de fora terem uma qualidade de som e de local para apresentarem seus espetáculos. Assim eles vão sair de Vitória com uma impressão melhor e divulgar lá fora. Imagino que os violeiros que vieram tocar no sábado (22.09) na Pedra da Cebola tenham ficado “ressabiados” com a sonorização (o local até que estava legal).

Para quem não sabe o grupo Moxuara mais três grupos de outros estados (Paraná, São Paulo e Minas) fizeram um cd intitulado “Violando Fronteiras” e o lançamento foi neste dia. As equipes de som do estado estão tão acostumadas a lidar com o básico (diga-se baixo, bateria, guitarra) que não sabem fazer um tratamento adequado para qualquer outro estilo de música. Tem que se qualificar!

Na Assembléia há alguns meses foi o contrário. A equipe era boa, mas o local... . Para se ter uma idéia, vieram nomes importantíssimos da música mundial: Joyce, Egberto Gismonti, Nosso Trio, etc. O Egberto brigou até com o presidente da Casa à época, César Colnago. E o que mais me encuca: o evento era uma Feira de Música Capixaba promovida pela Faculdade de Música do Espírito Santo. Se bem que depois desse fiasco descobri que a Assembléia Legislativa não serve para nada mesmo.

Peço a nossos representantes: respeitem os artistas! Estão fazendo ótimos eventos, como o Femusquim, o Armazém 5 do Porto, a Pedra da Cebola, etc, porém está faltando o essencial: QUALIDADE e uma casa para comportar tamanhos talentos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

EGOÍSTA É CHATO, HEIN!

Duas noites sem dormir direito. Não sei quanto tempo uma pessoa pode ficar sem dormir, no entanto eu fico extremamente cansado. E o pior! Não consigo dormir por causa de problemas dos outros! Os egoístas pensam que o mundo é deles. Não imaginam que as pessoas próximas se preocupam com eles, que os amam. Só sabem ficar em seu mundinho medíocre e egoísta. E tem mais! Não se importam com o espaço dos outros.

Mais uma vez pensam (se é que alguém assim pensa) que qualquer local do mundo é seu. Não respeitam o próximo, o ambiente do próximo, a CASA do próximo. Está passando da hora dos egoístas se tocarem e encararem o mundo real, de dividirem seus pesares, suas angústias, suas vitórias e seus anseios. Para piorar esses "seres" são muito repetitivos e cansativos. É muito chato não dormir por causa desses babacas.

Razão do Egoísta

Meu amor é só meu
Eu não dou pra mais ninguém
E mesmo quando estou só
Posso me amar também
Sei que esse não é o melhor
Jeito de amar alguém
Mas nunca me decepciono
Ou fico triste sem ninguém

Você não quis me amar
Agora não vou me importar
Pois eu sei de um lugar onde
O meu coração estará bem!

Não! Eu não me importo com ninguém, além de mim
Eu não, eu não me importo com ninguém...

Mostarda Cenozóica



segunda-feira, 17 de setembro de 2007

ELITES VELHAS

Já falei do Velhas Virgens na última postagem e fui ao show dos caras no último sábado. Estou de cara como ainda funciona o esquema rockforadolugarcomum em Vitória. Acho que tinha umas 2 mil pessoas no Recreio dos Olhos, em Tabuazeiro, no dia 15.09. E faz tempo que não via shows de rock no município. Com esse monopólio da Axé Music no estado, adorei saber que os esquemas independentes funcionam.

Devo aqui agradecer às mídias que deram apoio ao evento (Vila FM, A Gazeta, Universitária FM, Bar do Pantera e outros que não me recordo no momento) e à disposição da produção do Yard of Rock, em nome da Hister. Digo isso porque está cada vez mais difícil fazer qualquer tipo de festa na Grande Vitória. Tem um tal juiz Paulo Luppi que fica fechando as casas de shows e locais de eventos simplesmente porque ele acha que isso não é bom para a sociedade. O engraçado é que Vital e Vitória “bunda” Music rola. Lógico! São grandes empresas de eventos “culturais”! Nossas elites são muito conservadoras e estão velhas. E o pior: só atendem suas próprias expectativas. Não param para analisar que o rock’n roll ou qualquer tipo de entretenimento (hip hop, funk, teatro, artes plásticas, etc) podem trazer mais benefícios do que aborrecimento. Sim! Por que esta é a visão desse juiz: tudo que envolve juventude vira caso de polícia.

O que vi nesse show foi totalmente o contrário. Vi uma galera sedenta por música. Vi bandas fantásticas tocando (a Big Boss é muito boa!). Não vi briga nem discussão, nem gente presa e muito menos passando dos limites. É lógico que muita gente tomou seus tragos e tragou uns goles. Mas isso não comprometeu em nada o espetáculo. A não ser por uma fatalidade isolada de um louco que subiu no telhado e desabou. Acabou atingindo uma amiga nossa e ainda bem que ela está melhor, graças ao atendimento dos para médicos de plantão. É isso mesmo! Tinha até ambulância para emergências.

Mais uma vez a produção está de parabéns. Trouxeram bandas de qualidade (sonorização de qualidade também) e uma estrutura digna de nota 10. A Big Boss tocou clássicos do rock com muita intensidade e levantou a galera. Não vi o The Windows, mas se depender dos comentários se apresentou muito bem. Mas as “grandes” atrações vieram com gás. O Velhas Virgens deu um show de competência e putaria, provando que na democracia e no dia a dia podemos falar o que vem à cabeça na medida certa. Inclusive, eles levantaram a platéia como nunca vi antes. A galera cantou todas as músicas e ajudaram a promover este belo espetáculo. Nem a Ivete Sangalo faz isso com o público. Rsrsrsrs. Para finalizar o alto astral da Stones Cover fez o mundo brilhar.

Continuem todos independentes (produtores, mídia, organizadores, público, etc) fazendo estes eventos. Precisamos ir contra a maré, senão teremos que ficar assistindo às mesmas coisas por aqui. Vida longa ao Rock’n Roll!!!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Velhas elites


Minha Nova Rosa da Penha!!! O que falar de Velhas Virgens?! Uma banda que se auto-intitula a mais independente do Brasil, toca em vários lugares e xinga em todas as composições. É uma banda do c#@*!aralho!!! Pessoas querendo fazer outras pessoas se divertirem usando o palavreado do dia a dia. E os caras fazem shows! Muitos shows pelo Brasil! Isso indica que a “grande” mídia e as grandes gravadoras não tem mais forças para manter um sucesso no anonimato. Por que??? Há outras formas de divulgação! Só por isso! O velho boca a boca ainda funciona muito bem – obrigado -, mas a rainha dos alternativos é a quase “senhora” internet.

O que dizer do vazamento no youtube do filme “Tropa de Elite” três meses antes da exibição “oficial”. Uns dizem que é jogada de marketing. Os próprios diretor e produtor (ver Carta Capital edição 461) dizem que isso é um desrespeito. Desrespeito é gastar 10,5 milhões de reais em filme!!!

O que essas e as pessoas da “elite da tropa” não entendem é que a indústria cultural mudou. Hoje se faz um filme com o celular, se grava uma música em casa, faz-se teatro na praça do bairro, pinta-se o muro da casa ao invés de um quadro. Mudem, cabeças!!!! Gosto do independente. Principalmente o independente de boa qualidade: é o caso de Velhas Virgens.

Fiz uma entrevista com o vocalista, Paulão Carvalho, para meu programa, o 80 por Hora, da Rádio Universitária – 104.7 FM (independente, por sinal) e me deparei com uma pessoa que tem o espírito rejuvenescido, mas, com a experiência que tem, sabe dialogar como um gentleman. Para quem não conhece, a banda se apresenta no Recreio dos Olhos, em Vitória-ES, dia 15/09 e toca um rock reto e um blues redondo com letras que falam do cotidiano dos cachaceiros. Se quiserem saber mais sobre eles: www.velhasvirgens.com.br.

É isso aí! Divulguem o trabalho dos caras. O boca a boca virtual tem valido mais a pena do que o habitual. Aproveitem e divulguem a “Música e o Brasil dos anos 80”, toda segunda, às 22h, na Universitária FM – 104.7: www.universitariafm.com.br ou oitentaporhora@hotmail.com.


INDEPENDENTE FUTEBOL CLUBE (Roger Rocha Moreira)

Eu não sou seu
Eu não sou de ninguém
Você não é minha
Eu não tenho ninguém
Nós somos livres

Independente Futebol Clube
 Você não manda em mim
Eu não mando em você
Eu só faço o que eu quero
Você só faz o que quer
Nós somos livres          
Independente Futebol Clube

Se a gente tá assim

Comendo capim

É porque a gente quer

E se não quiser

Nós somos livres

Independente Futebol Clube