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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Diário de um mexica 2


BEBIDA

Sabe quando tomamos um chimarrao no nordeste do Brasil, achamos gostoso, mas sabemos que o gaúcho é melhor? É essa a sencasao no México. No Brasil a tequila (boa!) é palatável, no entanto na Ciudad do México é estupenda. E os amigos mexicanos avisaram que a tequila da cidade de Tequila, nas imediacoes de Guadalajara, é mil vezes melhor.

Em Vitória-ES também tive o (des) prazer de conhecer o Mescal. Foi uma experiencia dantesca (este tinha um gusano – espécie de verme). O Mescal aquí também tem um gosto diferente (e forte, sem gusano), mas tem que saber distinguir o orgânico do industrial. O orgânico quando esfregado na mao, se sente o cheiro da planta, da qual é feita a bebida. O industrial é só balancar a garrafa: se nao der bolhas, nao vale a pena (de acordo com Xoco).

¿E a cerveza? La cella? Bien! Mui bien! Existem vários tipos: escura, clara, forte, fraca, etc. Experimentei la Victoria (muito amarga), la Pacifica (mui boa), la Boemia (nao é tao gostosa quanto a nossa), la India (escura e gostosa) e la Corona (mui gostosa e tien 920 ml). Ainda tengo que experimentar outros tipos de birita. Depois descrevo os paladares.

A tequila vem después.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Diario de um mexica


Para ambientar: Mexica é o nome de um povo indígena, posterior aos aztecas, e que fundaram México-Tenochtitlan. Desecaram o Lago de Texcoco onde se encontra a atual Ciudad de México. (www.wikipedia.org/wiki/Azteca)

Um diário, um dilema. Como colocar em palavras tudo o que os olhos veem, o coracao sente, o cérebro capta? É muita coisa. Mas tentarei resumir em uma frase: a história é fascinante!

Para facilitar a leitura estou separando momentos e passagens mais relevantes de 4 dias na Ciudad de México. Vou separar os afazeres em: AMIGOS, TRANSPORTE, HISTÓRIA, MÚSICA, BEBIDAS, COMIDAS, TRABALHO, ESPORTES, etc.

AMIGOS

Chegamos ao México depois de uma longa (e cansativa) viagem. Saímos de ônibus do Espírito Santo as 15h30 do dia 31 de Janeiro de 2008 e chegamos a Sao Paulo no dia primeiro de fevereiro, as 8h. Fomos para o Aeroporto de Guarulhos e o AeroMéxico (que na verdade foi Ocean Air) partiu as 11h20. Nove horas de vôo. Que saco! Mas ainda bem que tinha música e comida boa dentro do planador. Vi, pela primeira vez, o Amazonas e alguns países da América Central (nunca saí do Brasil antes).

A Ciudad do México é algo surpreendentemente grande (e é a cidade mais populosa do mundo). Aquí há uma rica mistura de modernidade com história. Banheiroes se misturam com veículos novos da Works, Chevrolet, Porche, assim como o táxi num momento é um fusca, noutro um corsa sedan.

No entanto esta parte é para falar de amigos. Durante uns 3 meses antes da viagem Alyne Azul (minha esposa) manteve contato por e-mail com Carlos Castañeda, um médico mexicano casado com uma brasileira: a Kátia. Eu fiquei intrigado! Pensei que pudesse ser o escritor de A Erva do Diabo, já que o Castañeda dos livros também era médico.

Quando desembarcamos vimos que era um casal da nossa idade e que nos acolheu muitíssimo bem. Ao invés de irmos para casa, fomos a Coyoacán, bairro que tem uma história riquísima e próximo ao bairro universitário, onde comemos e tomamos cerveja (ver COMIDA e BEBIDA). Neste barrio fica o Museu Frida Kahlo. O español é uma lengua fácil de aprender no entanto quando se fala mui rápido é quase incomprensible. Mas nosso portunhol está dando pro gasto.

Carlos e Kátia tem um espírito gracioso e coracao enorme. Se bem que eles tem um pézinho no Brasil! Kátia morou muitos anos em Alagoas e em Sao Paulo e o Carlos já ficou bastante tempo por lá também. Temos muitas afinidades e a história e a música sao os principais assuntos em nossos bate papos. Aliás daqui a pouco contaremos um pouco da história do México para voces.

Os amigos do casal também sao fantásticos. Conhecemos o Mariano, artista plástico fascinado pela história mexicana; Dasha, uma russa que estuda Artes Visuais, ex-namorada de Mariano e uma pessoa iluminada (palavras de Azul); Francisco (Xoco - seu nome segundo o calendário azteca cujo significado nao revela a ninguém) simpatizante do Zapatismo, músico, idealista, "tranquilo" e foi a primeira pré-entrevista da Alyne ( para quem nao sabe estamos no México para pesquisar e documentar as comunidades autônomas - caracoles - de Chiapas). Como todo mexicano é vidrado em Luta Livre. Tem também o Oscar, médico, e novo morador de Cancún. Gente boníssima!


Asta Luego

sábado, 2 de fevereiro de 2008

É permitido proibir...


Diferente da música de Caetano a onda agora é proibir:

Na Franca nao se pode mais fumar em bares e restaurantes...

No Brasil nao pode mais beber...

No carnaval do Rio, carro alegórico nao pode desfilar, contar histórias...

Nunca pense em usar drogas...

Nem contar mentiras para a esposa...

E respirar? Pode?

Daqui a pouco macaco nao come mais banana...

No congresso deveria ser PROIBIDO promulgar leis para poucos. Aliás, o congresso me lembra um puteiro que, de acordo com a lei, é proibido...

O Souza do Flamengo deveria ser proibido de jogar futebol...

As revistas de fofoca poderiam ser censuradas. Proibidas de escrever asneiras...

O Rodrigo Rosa tem que ser proibido de fazer eventos no Espírito Santo...

O sentido de proibir é subjetivo e quando vira lei, mesmo que nao funcione, tira a liberdade do cidadao. Mais do que proibir, a pratica de ler, pensar, refletir, conscientizar vale muito mais do que qualquer LEI.

Aqui no México ainda nao me foi imposta uma proibicao. Mas já sei que nunca é bom falar mal do Calderon...

Dignidade, democracia e justica...

Etica e moral...

EDUCACAO é melhor do que proibicao.

Obs.: aqui no México o teclado nao tem til(~) e cedilha. rsrsrs

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Me voi!


Olá, pessoal! Como tem passado? Desde dezembro não escrevo, pois estou na correria (para variar). Bem! Como alguns já sabem estou indo para o México esta quinta-feira (31.01) para passar longas férias (quatro meses para ser mais exato). Lá vou fazer um documentário sobre a cultura local e pretendo conhecer várias cidades. A começar pela mais populosa do mundo: Cidade do México. Mas também vou conhecer Puebla, Veracruz, Oaxaca, Villahermosa e tantas outras. Acho que será uma boa experiência para mim e minha esposa. Aviso aos navegantes que estarei informando cada detalhe de minha passagem por lá. Então a partir do próximo fim de semana podem acessar o blog que terá notícias fresquinhas sobre os hermanos. Asta la vista.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Roqueiro x Roceiro


Venho da cidade grande (BH). Morei anos no interior (Cariacica). Vi a diferença entre urbano e roça. Senti o preconceito na província, no entanto sobrevivi. Estou aqui. Hoje não vejo diferença alguma. Somos (todos!) sobreviventes. Em Vitória, Espírito Santo, me sinto em casa. É meio província. É candidata a cidade grande. Se bem que não tem para onde crescer mais. No futuro as pessoas vão morar nos arrabaldes. E tem grandes locais para se estabelecerem: Domingos Martins, Cariacica Sede, Santa Teresa, Fundão, Nova Almeida, Serra Sede, Interlagos, só para citar alguns.
Quando eu crescer quero ter meu terreninho em Patrimônio da Penha (Caparaó) e me aconchegar por lá. Nada como ar puro e coisas simples. Todavia sem me afastar do urbano. Afinal, nada como um show de rock’n roll e cerveja. Por supuesto: Tudo em exagero faz mal.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Qualquer um pode entrar!


As vezes demoro a escrever, mas tive uma semana intensa entre os dias 28/11 e 03/12. Vamos ao resumo:

Vinte e oito de novembro – Trabalho, work, trabajo, arbeit...

Vinte e nove de novembro – começou com trabalho, depois do expediente uma esticada na Quinta Essencial, no Restaurante do Pitanga, em Campo Grande, Cariacica-ES, para saborear uma cerveja gelada e um bolinho de bacalhau ao som saboroso de Edvan Freitas e Dori Santana. Fica a dica: toda quinta é “essencial” no Pitanga do Gilson Soares. Vários talentos de Cariacica se apresentam lá. E o melhor! Qualquer um pode entrar! É claro que paga um pequeno soldo para os artistas, mas o bom é que qualquer um pode entrar!!!

Trinta de novembro – trabajo. Começo a pensar em México. Fui ao show do Teatro Mágico pensando em diversão. Mas o caso é que encontramos o Sérgio (namorado da Vanessa Maia) e o cara já esteve no México umas três vezes. Várias foram as histórias sobre a terra de Calderón ( e que já foi de Fox, do Chaves, das novelas, mas nunca do Subcomandante Marcos). Enfim...onde estávamos mesmo? Ah, sim... depois comento sobre o México. Falemos dos shows.

Mais uma vez organizadores, produtores, blá-blá-blá, etc, tem que tomar cuidado com os horários. Pô! Marcam o evento para as 22h. Aí tem um DJ, que nunca ouviu falar em Teatro Mágico, que fica tocando Hip Hop de playboy. Inclusive perguntei a ele se não havia um som que se aproximasse do “circo” e o novato exclamou: eles tocam pop rock, né! Dei as costas a ele.

Teve a Machiavel que abriu o show dos teatrais e que empolgou o público presente com uma mistura de forró, MPB, rock, new wave, e outros ritmos. Agradeço à Jura Fernandes (que tem vários projetos musicais, entre eles o TamborES) que compareceu ao 80 por Hora na segunda-feira para lembrar da década perdida.
Por falar em perdido, a essa altura (1h30 da manhã) eu já estava doido para ir embora, mas não conseguia sair do lugar, pois junto com o show do Teatro Mágico chegou a chuva. As pessoas se amontoaram nas escadas que foi praticamente impossível passar por ali.

Resumindo: achei que ia ser uma bosta, porém o show foi sensacional. Artimanhas circenses, teatro mambembe, música regional com uma pitada de pop rock (acho que o dj tinha razão), poesia, alegria, diversão. Pão e circo! Tudo que o povo gosta! Menos às 3h da manhã. Por favor: RESPEITEM OS HORÁRIOS! Se bem que, uma fonte me disse que a culpa do atraso foi do vocalista do Teatro Mágico , Fernando Anitelli, que ficou tomando umas cachaças nos butecos da Grande Vitória. Bem artistas, RESPEITEM SEU PÚBLICO!

obs.: Não sei quem os trouxe a vitória. A idéia foi genial! MAS RESPEITEM O HORÁRIO!

Continuo daqui a pouco a saga dos outros dias (sábado chuvoso e domingo de calor e samba) ...

AMIGO DO DIRETOR



Amigos têm me informado que alguns shows na Grande Vitória são um saco. Na verdade são para puxa-sacos. Dia desses teve uma orquestra no Teatro Carlos Gomes e, nessa onda de trocar ingresso a tarde, na hora do espetáculo não tinha mais como entrar. Quer dizer: não tinha para quem não é “chegado do cara”, ou seja, quem não tem apadrinhamento nesses shows.

Como alguém vai comprar ou trocar ingresso a tarde se a maioria das pessoas está trabalhando neste horário? A não ser que você seja amigo do diretor, do produtor, do prefeito... . Só para lembrar: os desfiles das escolas de samba estão chegando. “Olha o apadrinhamento aí, gente!”. Todo ano tem mais “chegados” do que gente no sambódromo. Acho que está na hora dos organizadores se tocarem e venderem os ingressos em mais locais, bem antes do dia dos desfiles e, de preferência, não guardar “pros que estão em casa”.


Por que nos filmes de ação o mocinho nunca morre? Porque é amigo do diretor. Aliás o único ator/mocinho que morreu em um filme era o próprio diretor (Mel Gibson em "Coração Valente").